Serviço Social - ArcelorMittal Tubarão

Negociando as dívidas

O artigo anterior destacou algumas linhas de crédito utilizadas nos financiamentos não só utilizadas na aquisição de bens, mas principalmente como fontes de recursos para socorro daquelas famílias cujo o salário acaba antes do final do mês. Entre as mais utilizadas estão o cheque especial e o cartão de crédito.

Este artigo tem por objetivo de apresentar algumas sugestões práticas para negociação de dívidas.

Antes de se negociar uma dívida é importante saber os motivos que levaram ao endividamento como, por exemplo, a perda do emprego, ou mesmo problemas de saúde na família ou ainda se gastou sem pensar no futuro ou mesmo se é um consumidor compulsivo.

Muitos que se endividam, excluindo aqueles decorrentes de problemas graves de saúde na família, não têm por hábito fazer o orçamento financeiro, que nada mais é do que uma radiografia da sua saúde familiar.

As ultimas pesquisas da Confederação Nacional do Comércio aponta que 58% das famílias brasileiras estão endividadas e o maior responsável é o cartão de crédito (76,5%). As taxas de juros continuam crescendo, a inflação resiste em diminuir o desemprego continua alto, o que explica, de certa forma o endividamento das famílias. Então como negociar as dívidas?

1º Preparação: é o ponto de partida para o sucesso de uma negociação; é saber o que você deseja. Uma boa preparação aumenta a sua segurança e o seu desempenho. Conheça seus pontos fortes e fracos. Assim a preparação envolve conhecer as suas dívidas, isto é: quanto estou devendo, para quem estou devendo, quanto já paguei, quanto falta pagar, que taxas de juros estão sendo cobradas em cada tipo de dívida?

2º Construa uma planilha com todas as suas dívidas por ordem decrescente das taxas de juros (cartão de crédito, cheque especial, etc.).

3º Analise o seu orçamento juntamente com seus familiares e veja que gastos poderão ser cortados e/ou diminuídos para que possa ir amortizando as dívidas.

4º Estabeleça metas e limites para amortização de cada dívida priorizando aquelas com maiores taxas de juros.

5º De acordo com as metas e limites estabelecidas prepare uma proposta que possa ser cumprida e apresente a cada credor.

6º Alguns bancos costumam oferecer um empréstimo consignado para quitação de dívidas com cartão de crédito mais o cheque especial. Se essa proposta lhe for apresentada pode aceitá-la pois estará trocando uma dívida cara por uma mais barata e pare imediatamente de utilizar essas duas linhas de crédito até que a dívida seja totalmente paga.

7º Seja claro na comunicação, isto é, defenda com segurança o seu plano de amortização das dívidas.

8º Analise as eventuais contra-propostas e na dúvida dê um "pause", que é um momento de reflexão, pois certamente se você assim não fizer poderá fazer um acordo muito rápido e mais tarde se arrepender.

9º Fechado o acordo, exija que todas as condições acertadas estejam registradas e guarde uma cópia.

10º Enquanto estiver pagando as suas dívidas aperte o seu orçamento, mude alguns hábitos, evite fazer novas dívidas. Não se paga dívidas fazendo outras dívidas a não ser trocando as com taxas de juros altas por outras mais baixas como aquelas mencionadas no item 6.

Finanças equilibradas? Comemore com a família; realize alguns sonhos, mas cuidado para estes sonhos não venham, se tornar pesadelos.

Mario Vasconcelos - Consultor financeiro

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